sábado, 8 de novembro de 2014

Cê sabe que o amor é verdadeiro

Para de besteira, desamarra logo essa cara, nossa casa é bagunçada, mas aqui há amor verdadeiro.
Eu sei que não dei importância aos teus assuntos nesta manhã de domingo, mas é que eu ando tão exausta, com essa barriga assustada.
Desfaça essa bagagem de raiva ampliada, cê sabe que eu te amo e que sem ti não sou nada. Perdoe meus deslizes, volte aqui e não permita que se novo eu me desiquilibre, fico sem saber o que fazer com o controle da TV que sempre fica no seu peito, essa casa faz um eco sem seu mousse de abacaxi azedo (rsrs), já entendi que minhas risadas não eram reflexos das comédias que compramos na feira ou das plantinhas que fumamos com papel seda, e sim da alegria que sinto quando você ta perto, pronto pra buscar o edredon no guarda-roupa, a pizza de queijo com baicon e o açúcar esquecido no fundão do meu coração. É não deu rima, mas eu sei que você deu uma risadinha.
Eu sei q cê tenta ser perfeito, mas essa tal da perfeição não te curte, vai e erra outra vez. Embora todo esse desajeito tenta me convencer que é perfeito, eu sei que é amor verdadeiro.
Sem ti sou metade, e ser metade me incomoda. Odeio gente imcompleta que cultiva vida morna. Eu gosto do calor e da febre que esse amor bagunçado nos provoca. É esse teu cheiro que me controla, esse teu corpo que te faz ser a pessoa mais que perfeita.
Me perdoa por esse texto enorme e por ser sempre ansiosa, só de pensar em como você vai reagir ao ler esse texto meu estomago se revira todinho. Por favor dê aquele sorriso, me dê as mãos e vamos viver a 300km por hora.

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